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Dr. Gustavo Morellato indica quando corrigir orelhas em abano

Dr. Gustavo Morellato indica quando corrigir orelhas em abano

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 16966 | RQE 11481
Publicado em 20/01/2017 - Atualizado 07/02/2019

Crianças não perdoam. Quando um amigo ou colega da escola tem orelhas mais proeminentes, logo surgem os apelidos. Assim, mesmo sendo um problema relacionado à aparência e não funcional, as popularmente conhecidas “orelhas de abano” tornam-se uma condição que afeta a criança socialmente. “Além disso, podem comprometer o rendimento na escola, a autoestima e a forma como ela se relaciona com os outros”, acrescenta o cirurgião plástico, Dr. Gustavo Morellato (CRM/SC 16966 | RQE 11481).

A solução para impedir a evolução desse ciclo está, na maioria dos casos, na cirurgia plástica para correção da parte externa da orelha, chamada otoplastia. “A operação pode ser realizada a partir dos sete anos de idade, pois é nessa fase da vida que as orelhas já estão completamente desenvolvidas”, explica o cirurgião plástico.

Orientações do Dr. Gustavo Morellato para a realização da otoplastia

As orelhas em abano, forma correta de mencionar a condição, caracterizam-se pela existência de um ângulo maior entre a orelha e o crânio. Geralmente, o espaço existente entre eles não ultrapassa os 45 graus ou dois centímetros (quase dois dedos).

“Ainda não foi descoberto o que causa as orelhas em abano”, afirma o Dr. Gustavo Morellato. “Sabe-se, apenas, que é uma má formação hereditária”. É usual existirem vários casos na mesma família e todos serem muito semelhantes.

Já no nascimento, é possível identificar que a criança terá orelhas em abano e, consequentemente, o adulto, caso a cirurgia plástica nas orelhas não seja feita ainda na infância. Na intenção de resolver a condição, alguns pais tendem a seguir antigas soluções caseiras. “Isso não resolve”, reforça o cirurgião plástico. “A orelha é uma estrutura elástica e volta ao lugar de origem, não importa o que os pais ou familiares façam para que isso não aconteça”.

Somente a otoplastia é capaz de alterar o aspecto das orelhas em abano, mas, nem sempre, é indicada para todos os casos. Há situações em que, apesar de as orelhas parecerem desproporcionais, a assimetria desaparece conforme o crescimento e o desenvolvimento do rosto. “O cirurgião plástico sabe avaliar isso corretamente”, observa o Dr. Gustavo Morellato.

A cirurgia plástica na orelha só deve ser feita se a criança se demonstrar insatisfeita com a própria aparência e com as reações que seu aspecto desencadeia nos outros. Fazê-la porque os pais a consideram necessária pode não ser a melhor opção. “Quando os comentários alheios começam a afetar o bem-estar da criança, talvez seja a hora de procurar ajuda especializada”, orienta o cirurgião plástico.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 16966 | RQE 11481

Formado em medicina pela UFRGS, o Dr. Gustavo Morellato realizou sua especialização em cirurgia geral no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e em cirurgia plástica pelo Hospital Universitário UFSC. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).  Ver Lattes

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