
Por: Gustavo Morellato - Cirurgião Plástico - CRM/SC 16966 | RQE 11481
Publicado em 23/09/2026
A retirada de excesso de pele pode fazer parte do tratamento de pacientes que passaram por uma grande perda de peso e convivem com flacidez e desconfortos em diferentes regiões do corpo.
Após o emagrecimento, é comum que a pele não acompanhe completamente a redução do volume corporal. Como consequência, podem surgir dobras de pele, assaduras, dificuldades de higiene e limitações para algumas atividades do dia a dia.
Nesses casos, a cirurgia reparadora pode ser indicada para tratar essas alterações, desde que o paciente tenha concluído o processo de emagrecimento e apresente condições adequadas para o procedimento.
Ao longo deste artigo, você entenderá quando a cirurgia para retirada de excesso de pele pode ser indicada, quais procedimentos podem fazer parte do tratamento e como acontece a recuperação.
A retirada de excesso de pele depende das características de cada paciente. Antes de definir o tratamento, o cirurgião plástico realiza uma avaliação detalhada para identificar quais regiões foram afetadas pela flacidez, a quantidade de pele excedente e as condições gerais de saúde do paciente.
Além das características da pele, são considerados fatores como idade, elasticidade dos tecidos, histórico de obesidade, estado nutricional e estabilização do peso. Pacientes que perderam quantidades semelhantes de peso podem apresentar necessidades completamente diferentes, o que torna essa etapa fundamental para o planejamento cirúrgico.
De modo geral, recomenda-se que o paciente já tenha concluído o processo de emagrecimento e mantenha o peso estabilizado antes da cirurgia. Dessa forma, é possível avaliar com mais precisão as alterações provocadas pela perda de peso e definir quais procedimentos podem ser indicados para cada caso.
A retirada de excesso de pele pode envolver diferentes cirurgias, dependendo das regiões afetadas após uma grande perda de peso. O planejamento considera as necessidades de cada paciente, já que nem todos apresentam excesso de pele nas mesmas áreas.
O abdômen costuma ser uma das regiões mais acometidas. Nesses casos, a abdominoplastia é indicada quando há excesso de pele em toda a região abdominal, enquanto a miniabdominoplastia costuma ser indicada quando a flacidez está concentrada abaixo do umbigo.
Outras cirurgias também podem fazer parte do tratamento:
Em alguns casos, esses procedimentos podem ser realizados de forma isolada ou associados entre si. Essa decisão depende da avaliação médica, das condições de saúde do paciente e do planejamento cirúrgico.
A cirurgia para retirada de excesso de pele é realizada em ambiente hospitalar. O tipo de anestesia é definido pela equipe médica de acordo com as características do paciente e os procedimentos previstos para o tratamento.
Durante a cirurgia, são feitas incisões para remover o excesso de pele e, quando houver indicação, tratar também áreas com gordura localizada. Em alguns casos, especialmente nas cirurgias da região abdominal, também pode ser realizada a correção da diástase abdominal (afastamento da musculatura do abdômen), contribuindo para melhorar o suporte da parede abdominal.
As incisões são planejadas para manter as cicatrizes, sempre que possível, em regiões que costumam ser cobertas por roupas ou roupas íntimas.
O tempo de cirurgia varia conforme a quantidade de regiões tratadas e os procedimentos associados. Em pacientes que passaram por uma grande perda de peso, o tratamento pode ser realizado em etapas, priorizando a segurança durante todo o processo.
A recuperação faz parte do tratamento e exige alguns cuidados importantes para favorecer a cicatrização e reduzir o risco de complicações. Por isso, seguir corretamente as orientações da equipe médica é fundamental durante todo o pós-operatório.
Em cirurgias da região abdominal, é comum que seja recomendado o uso da cinta cirúrgica por um período determinado pelo cirurgião. Ela contribui para o suporte dos tecidos e auxilia no controle do inchaço durante a recuperação.
É necessário evitar esforços físicos nas primeiras semanas. O retorno às atividades acontece de forma gradual e varia conforme os procedimentos realizados e a evolução de cada paciente.
Além disso, manter uma alimentação equilibrada e o acompanhamento nutricional pode favorecer a cicatrização e ajudar na manutenção do peso após a cirurgia.
A retirada de excesso de pele pode fazer parte do tratamento quando as alterações decorrentes da grande perda de peso provocam desconfortos físicos ou interferem na rotina do paciente.
A avaliação médica é o momento para analisar as regiões afetadas, esclarecer dúvidas e definir quais procedimentos podem ser indicados, sempre considerando as condições de saúde e as características de cada caso.
Se você deseja entender quais possibilidades podem fazer sentido para o seu caso, agende uma consulta. Durante a avaliação, conversaremos sobre o planejamento cirúrgico e os próximos passos do tratamento.
Material escrito por: Gustavo Morellato
Cirurgião Plástico - CRM/SC 16966 | RQE 11481
Formado em medicina pela UFRGS, o Dr. Gustavo Morellato realizou sua especialização em cirurgia geral no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e em cirurgia plástica pelo Hospital Universitário UFSC. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Ver Lattes