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Como reduzir os riscos da cirurgia plástica

Como reduzir os riscos da cirurgia plástica

Por: - Cirurgião Plástico - CRM/SC 16966 | RQE 11481
Publicado em 25/07/2017 - Atualizado 07/02/2019

Muitos dos riscos da cirurgia plástica podem ser evitados. Para isso, tanto o médico como o paciente devem tomar cuidados e precauções.

Como evitar os principais riscos da cirurgia plástica

O primeiro passo para evitar os riscos da cirurgia plástica é escolher um profissional qualificado. Além de ser formado em Medicina, ele precisa ser um especialista. Somente depois de ter feito residência médica em cirurgia geral, obtido especialização em cirurgia plástica e ter sido aprovado no exame aplicado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), o cirurgião pode ser considerado, de fato, um especialista.

O paciente pode questionar o médico, diretamente, a respeito disso em seu primeiro contato com ele ou verificar, no site da SBCP, a lista dos cirurgiões associados. Além disso, é possível verificar o histórico do profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM) ao qual ele é filiado.

Em geral, cirurgias plásticas só são indicadas para quem esteja em perfeitas condições clínicas, exceto em casos de emergência, como em pacientes com câncer ou queimaduras. Por isso, no pré-operatório, a pessoa deve realizar exames de sangue, de urina, de imagem e uma avaliação cardiológica para verificar o estado geral de saúde. Quando houver alguma condição crônica específica, como hipertensão e diabetes, os cuidados adotados são particulares e individualizados.

Nesse sentido, a importância do diálogo sincero entre cirurgião e paciente é enorme. O profissional precisa saber de tudo: histórico médico, alergias, hábitos, uso de álcool e drogas, etc. Isso é necessário para que ele possa identificar, além dos riscos gerais, aqueles que forem específicos de um paciente em particular.

A pessoa deve questionar, sempre, onde a operação será realizada. Procedimentos cirúrgicos devem ocorrer, somente, em centros cirúrgicos, pois esses locais possuem os equipamentos e o suporte necessário e estão preparados em caso de complicação.

É desaconselhado realizar vários procedimentos em uma mesma operação, pois, nesse caso, os riscos da cirurgia plástica se acumulam. O uso de determinados medicamentos (naturais ou não) e o hábito de fumar devem ser interrompidos com a anterioridade determinada pelo médico.

Além disso, mesmo que esteja tudo certo durante as primeiras consultas, caso o paciente apresente algum problema de saúde nos dias anteriores à cirurgia, como gripe, febre e diarreia, por exemplo, o cirurgião precisa ser notificado e, muito possivelmente, o procedimento seja adiado.

Preparar-se para o pós-operatório da cirurgia plástica é a melhor forma de evitar complicações após o procedimento. Ao receber as recomendações para o período de recuperação com bastante antecedência, o paciente tem tempo para se programar quanto ao tempo necessário de repouso, conforme a orientação do médico, planejar-se em relação às restrições temporariamente impostas à execução das atividades habituais e aos demais cuidados necessários.

Material escrito por:
Cirurgião Plástico - CRM/SC 16966 | RQE 11481

Formado em medicina pela UFRGS, o Dr. Gustavo Morellato realizou sua especialização em cirurgia geral no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e em cirurgia plástica pelo Hospital Universitário UFSC. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).  Ver Lattes

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